terça-feira, 11 de novembro de 2014

Matérias-primas utilizadas na produção do papel



O Eucalipto é a principal árvore utilizada para a produção de papel no Brasil
As matérias-primas utilizadas na indústria de papel e celulose podem ser classificadas de várias maneiras, mas a principal classificação é se elas são fibrosas ou não. No caso das fibrosas são na maioria delas utilizadas na fabricação de pastas celulósicas e papel pertencente ao reino vegetal.  Atualmente, as de maior importância econômica são as fibras de madeira, de árvores do grupo das dicotiledôneas arbóreas (Angiospermae) e das coníferas (Gymnospermae). Embora a maior parte das fibras seja proveniente do tronco das árvores, elas também podem vir das folhas, como o caso do sisal, e dos frutos, como o algodão. Para fins especiais são ainda utilizadas, isoladamente ou em conjunto com as de origem vegetal, fibras de origem mineral, animal ou sintética. A seguir serão citados alguns exemplos de Fibras de Vegetais Não Madeira:

             Bambu
             Bagaço de cana
             Linter de algodão
             Linho
             Juta
             Rami
             Crotalária
             Kenaf
             Abacá
             Sisal
             Fórmio

Porém a madeira sempre será a mais utilizada, então a seguir um detalhamento completo desta matéria-prima.

No Brasil, a madeira utilizada como matéria prima para a produção de pasta celulósica provém, principalmente, de várias espécies arbóreas de eucalipto e pinus.
Essas espécies começaram a ser introduzidas no Brasil, neste século, em decorrência da diminuição dos povoamentos das espécies nativas. Mas, foi somente com a lei dos Incentivos Fiscais, em 1966, que o reflorestamento dessas espécies tomou impulso, formando maciços florestais para os mais diversos fins. A escolha desta espécie para o reflorestamento foi baseada, principalmente, em seu rápido crescimento, aproximadamente três a quatro vezes mais rápido que em seus países de origem.

Composição Química

Os materiais ligno-celulósicos são compostos, basicamente, por celulose, hemicelulose, lignina e constituintes menores.
A celulose, principal componente da parede celular da fibra, é um polissacarídeo linear, constituído por um único tipo de unidade de açúcar. Sendo que algumas de suas propriedades são, a coloração incolor ou branca, estrutura química idêntica em todos vegetais e a grande capacidade de formação de pontes de hidrogênio.
As hemiceluloses também são polissacarídeos, porém diferem da celulose por serem constituídas de vários tipos de unidades de açúcar, além de serem polímeros ramificados e de cadeia curta. Tendo como heterosacarídeos (polissacarídeos formados por mais de um tipo de molécula na cadeia celular), grau de polimerização até 200 e xiloses que podem se redepositar na celulose após o cozimento, como algumas das propriedades.
A lignina é um polímero amorfo, de composição química complexa, que confere firmeza e rigidez ao conjunto de celulose que não contém uma estrutura uniforme, tendo como propriedade a cor variável entre esbranquiçada até marrom.
Os constituintes menores incluem compostos orgânicos de diversas funções químicas e, em quantidade menor, compostos inorgânicos. Os constituintes menores solúveis em solventes orgânicos, em água, ou ainda em ambos, são normalmente denominados extrativos.

Papel - Uma breve história

Neste post, relataremos uma breve história sobre o papel e sua produção ao longo dos milênios.



A produção de papel é conhecida desde a época dos chineses antigos
Desde os tempos mais remotos, o homem utilizou diferentes materiais para registrar sua história. Os primeiros suportes empregados foram as cascas e folhas de algumas plantas, rochas e argila, além de peles e ossos de animais. Placas de madeira, recobertas ou não por uma fina camada de cera, e placas de metais, como o bronze e o chumbo, também foram utilizadas para os mais variados fins. Dos produtos vegetais empregados para a escrita, o papiro foi o que alcançou maior importância histórica. Não se sabe ao certo o período exato em que ele passou a ser empregado com essa finalidade, mas acredita-se que os mais antigos datem de 3.500anos atrás. O papiro foi amplamente utilizado na Antiguidade por egípcios, fenícios e gregos e, também, por povos da Europa durante a Idade Média. Entretanto, o seu escasseamento, associado à impossibilidade de importação em função das guerras, levou à procura de novos materiais para a escrita. Um dos principais substitutos, o pergaminho, já era conhecido e foi o material mais amplamente empregado durante os séculos IV a XVI. A utilização do papel como suporte para a escrita ocorreu inicialmente na China, no ano 105 d.C.. T'sai Lun fabricou pela primeira vez um papel, a partir de uma pasta vegetal a base de fibras de cana de bambu, amoreira e outras plantas, dando origem ao papel que conhecemos hoje. Este processo consistia em um cozimento forte de fibras, ap.s o que eram batidas e esmagadas. A pasta obtida pela dispersão das fibras era depurada e a folha, formada sobre uma peneira feita de juncos delgados unidos entre si por seda ou crina, era fixada sobre uma armação de madeira. Conseguia-se formar a folha celulósica sobre este molde, mediante uma submersão do mesmo na tinta contendo a dispersão das fibras ou mediante o despejo da certa quantidade da dispersão sobre o molde ou peneira. Precedia-se a secagem da folha, comprimindo-a sobre a placa de material poroso ou deixando-a pendurada ao ar. Os espécimes que chegaram até os nossos dias provam que o papel feito pelos antigos chineses era de alta qualidade, que permite, até mesmo, compará-los ao papel feito atualmente. A expansão para o Ocidente começou em 751, quando prisioneiros chineses introduziram, na Ásia Central, a indústria do papel. Daí em diante, o uso do papel foi cada vez mais disseminado e surgiram fábricas em cidades como Bagdá e Damasco. Na Europa, a primeira fábrica de papel surgiu na Espanha em 1144 e, ao final do século XVI, o papel já era manufaturado em todo o continente europeu. A fabricação do papeleira, até fins do século XVIII, essencialmente manual. A primeira máquina para fabricação de papel surgiu somente em 1798, na França. No Brasil, a produção industrial de papel foi introduzida pelos portugueses no ano de 1890.  A indústria de papel e celulose brasileira foi conduzida pelo capital privado, porém com forte apoio do Estado. Desde o Plano de Metas, este setor expandiu-se na economia nacional, sobretudo com a política de exploração de eucalipto implementada em 1957, a qual conferiu ao Brasil uma enorme competitividade e, décadas mais tarde, a liderança mundial na exploração deste tipo de árvore. A partir de 1968, a política industrial deste setor sofre uma inflexão e várias prioridades são traçadas para esta indústria. Dentre elas, a mais relevante foi à ampliação da escala produtiva, a qual assegurava, à produção, importantes ganhos de produtividade. Consequentemente, regras mais rígidas passaram a vigorar de forma ilustrativa, plantas produtivas com escalas mínimas, imposição de uma quantidade mínima de suprimento próprio de fibras, além de estímulos à pesquisa tecnológica para o uso do eucalipto. Tais diretrizes elevaram a produção brasileira de celulose em sete vezes ao longo deste período (1957-1973) e conferiram capacidade à indústria nacional de competir globalmente já em 1974 (JUVENAL e MATTOS, 2002).

Sobre a Seda

Aspectos Importantes sobre a Seda Papel e Celulose :

Localizada em São José dos Campos - SP em lugar estratégico, próxima a Rodovia Presidente Dutra, com isso facilitando muito o acesso à empresa, ajudando no transporte de matéria primas, produtos e serviços.

Rodovia Presidente Dutra na altura de S. José dos Campos - SP



Nossa empresa possui CNPJ , Sociedade Limitada cujo os representantes são quatro empresários , cujo o principal objetivo e regulamentação contratuais e transparência.




Planejamento estratégico

Visão : "Ser respeitada e conceituada visando qualidade de vida , melhoria social e conservação ambienta"

Missão : "Desenvolver os produtos com menor impacto ambiental possível"

Competências essenciais /valores
·         Ética
·         Respeito
·         União
·         Preservação Meio Ambiente


Objetivos e metas
·         Reduzir custo
·         Gerar autoconfiança dos clientes (médio e curto )
·         Motivação dos empregados
·         Qualidade do produto
·         Preservação do meio ambiente
·         Investimentos (tecnologia , planta) "longo prazo"
·         Aumentar margem de lucro

Controle Estratégico

·     Levar em consideração todo planejamento estratégico, englobando a visão, missão, competências essenciais, análise ambiental, objetivo e metas da empresa afim de aumentar o lucro, juntamente com a agilidade, flexibilidade e competências de seus gestores de acordo com o dinamismo de mercado e as tecnologias inovadoras para otimização do processo e dos seus derivados (produtos).


Tipos de Papéis que produzimos :

ALTA PRINT: Papel offset “top” de categoria, com alta lisura, brancura e opacidade. Produzindo através do processo “soft calender on-machine”, oferece a melhor qualidade de impressão e definições de imagens. O papel Print Paper é um papel sintético no formato A4 especial para a confecção de indentificações em geral (crachás, cardápios), proporcionando um alto nível de acabamento em suas indentificações. Papel disponível para as impressoras a laser e jato de tinta.







Características Gerais:
  • Alta aderência ao plástico de tipo polaseal, quando plastificado. 
  • Torna a tinta impressa no crachá á prova d´água.
  • Proporciona flexibilidade aos crachás, assim deixando-os não quebráveis.
  • Alto nível de acabamento no resultado final do trabalho.
  • Durabilidade e segurança nas informações impressas nos documentos.

 
CARTOLINA: Cartolina e Papelão é um intermediário entre papel e o papelão. É fabricado diretamente na máquina, ou obtida pela colagem e prensagem de várias outras folhas. Conforme a grossura, diz-se cartolina ou papelão. Na prática diz-se cartão, se a folha pesar 180 gramas ou mais por metro quadrado; menos que isso, é papel. A distinção entre cartolina e papelão costuma-se fazer pela grossura; é papelão quando supera o meio milímetro. Os papelões são compostos de diversos tipos de pastas, segundo a sua finalidade e utilização. São de pasta mecânica, pasta de palha, pasta mecânica com química, para obter mais resitência; para o papelão gris a pasta é usada com papéis e restos de trapos, manilha e outros. Suas aplicações são em pastas, fichas, cartões e é de uso escolar.

 
 
COUCHÊ: Papel com uma ou ambas as faces recobertas por uma fina camada de substâncias minerais, que lhe dão aspecto cerrado e brilhante, e muito próprio para a impressão de imagens a meio-tom, e em especial de retículas finas. Para a impressão de textos o papel gessado é muito lúdico e por isto incômodo à vista. Defeito que se tem procurado contornar com a criação das tonalidades mate. O termo francês “Couchê” (camada) é usadíssimo entre nós, onde chegou a assimilar-se em couchê. É necessário distinguir couchê de duas faces de alguns papéis simplesmente bem acetinados, que com eles se confundem; molhando-se e friccionando-se uma extremidade do papel, se for couchê, a camada de branco desfaz-se.

PAPEL JORNAL: Produto á base de pasta mecânica de alto rendimento, com opacidade e alvura adequadas. É fabricado em rolos para prensas rotativas, ou em folhas lisas para a impressão comum em prensas planas. A superfície pode, ainda, variar de ásperas, alisada e acetinada. Suas aplicações são em tiragens de jornais, folhetos, livros, revistas, material promocional, blocos e talões em geral. O papel usado em jornais é um pouco diferente, seu preparo é feito de modo mais “grosseiro” em relação ao papel tradicional. A polpa de celulose neste caso contém impurezas que não são retiradas antes de entrarem no processo. A matéria-prima sai mais barata, mas os materiais contaminantes aceleram a decomposição da celulose. O papel pronto se torna mais vulnerável à ação do tempo e, portanto, é menos durável.


PAPEL KRAFT: Papel muito resistente, em feral de cor pardo-escuro, e feito com pastas de madeira tratada pelo sulfato de sódio (Kraf =força). É usado para embrulho, sacos e sacolas.
MICRO ONDULADO: Cartão especial que, em lugar de constituir folha plana, forma pequenos canais salientes e reentrantes. É usado na embalagem de mercadorias quebradiças, ou trabalhos diferenciados. Estas caracteristicas e capacidades de processamento permitem que seja utilizado para produzir sacos e sacolas, envelopes para correspondência e cartonagens diversas (como pequenas caixas, como as utilizadas para produtos de cosmética e higiene, confecções, bijuterias, etc).

Geralmente são designados por palavras que definem seu acabamento tais como: monolúcido, liso, com listas, ou cor, tal como o azul, este último muito utilizado para embalagem de açúcar. Outro tipo usado em larga escala é o Kraft para impregnação com resina fenólica, para fabricação de laminados, em bobinas, com 160 g/m2.

OFF-SET: Papel com bastante cola, superfície uniforme livre de felpas e penugem e preparado para resistir o melhor possível a ação da umidade, o que é de extrema importância em todos os papéis para a impressão pelo sistema offset e litográfico em geral. Sua aplicação é na impressão para miolo, livros infantis, infanto-juvenis, médicos, revistas em geral, folhetos e todo serviço de policromia. propriedade do papel tem grande influência sobre a qualidade final dos impressos, sendo uma das principais variáveis da produção gráfica. Sendo assim, esta é uma questão que gera dúvidas, principalmente para quem esta iniciando na área. 
O designer procura empregar sua criatividade, personalidade e embasamento teórico em uma peça gráfica. Mas sem a escolha correta do papel, pode-se prejudicar o desempenho de seus elementos e perder o diferencial do produto. Porém, para que a escolha seja correta, é necessário considerar a mensagem, tinta, métodos de impressão e as demais possibilidades de acabamento.


A classificação básica do papel é dada através das seguintes características:
Peso
O peso do papel pode variar de 50 a 350 gramas, definindo o peso e o volume final do impresso. Quanto maior a gramatura, mais grossa é a folha e, consequentemente, maior o peso do material. Outros pontos que são influenciados pela gramatura é sua opacidade e o custo.
Formato
Antes de iniciar a arte do seu impresso, vale a pena realizar uma breve pesquisa sobre os formatos de papéis disponíveis. Muitas vezes, dois ou três centímetros podem representar uma diferença significativa no seu orçamento e uma grande economia para o planeta.

Cor
Ao definir sua linha de criação, pense na possibilidade e diversidade de cores dos papeis. Como as tintas offset contém transparência, suas cores podem sofrer variação. Por este motivo, normalmente utiliza-se papel de cor branca.  Uma boa dica é utilizar tons amarelados ou caramelados para dar conotação envelhecida a peça.
Textura
Podemos definir a textura como o aspecto do papel ou seu grau de rigidez: papéis lisos, calandrados, telados, entre outros. O importante é trabalhar a textura do impresso como mais um elementos do design e deve ser escolhido de acordo com a sua arte. 
No processo de impressão offset, quanto mais liso for o papel maior será a nitidez da impressão. Porém, papéis com textura exprimem singularidade de impressão, mas não são indicados para artes com grande riqueza de detalhes.